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Cuidar, educar e amar: pensar a infância como compromisso coletivo | 21 OUT 2026

JUL’2026

Falar de infância é, muitas vezes, falar do futuro. Mas talvez seja tempo de invertermos essa perspetiva e reconhecermos algo essencial: a infância não é apenas uma preparação para o amanhã, é um tempo pleno, que merece ser vivido, cuidado e respeitado no presente. É neste enquadramento que, a F3M Information Systems S.A., desenhou, os Encontros para a Educação, este ano subordinado ao tema “Cuidar, Educar e Amar: Compromissos para a Infância”, que terá lugar no dia 21 de outubro de 2026, no Auditório da Associação Mutualista Montepio, em Lisboa.

21OUT26 | F3M Encontros para a Educação

Falar de infância é, muitas vezes, falar do futuro. Mas talvez seja tempo de invertermos essa perspetiva e reconhecermos algo essencial: a infância não é apenas uma preparação para o amanhã, é um tempo pleno, que merece ser vivido, cuidado e respeitado no presente.

É neste enquadramento que, a F3M Information Systems S.A., desenhou, os Encontros para a Educação, este ano subordinado ao tema “Cuidar, Educar e Amar: Compromissos para a Infância”, que terá lugar no dia 21 de outubro de 2026, no Auditório da Associação Mutualista Montepio, em Lisboa, reunindo especialistas e profissionais para uma reflexão alargada sobre o desenvolvimento infantil, o papel das relações e a construção de comunidades mais conscientes, afetivas e humanizadas.

Num contexto marcado pelo ritmo acelerado da vida, pelas exigências colocadas às famílias e pelas transformações sociais, educativas e de saúde, refletir sobre a infância tornou-se um desafio urgente. Um desafio, que deve sair do contexto universitário e de investigação e que deve ser uma reflexão coletiva com todos os intervenientes envolvidos no processo de crescimento das crianças. As crianças crescem num mundo de estímulos permanentes, mas nem sempre de tempo disponível, rodeadas de informação, mas, por vezes, privadas da escuta, da presença, dos afetos e da relação.

Por isso, cuidar e educar não podem ser entendidos como ações separadas. Educar é cuidar. Cuidar é reconhecer a criança como sujeito de direitos, de emoções, de descobertas e de possibilidades. Amar, neste contexto, é também um ato pedagógico, social e profundamente humano.

Esta perspetiva dialoga diretamente com os temas que estarão em reflexão no “Encontros Para A Educação”, que vamos a promover em Lisboa. O primeiro painel “Competências motoras para o desenvolvimento infantil”, convida-nos a olhar para algo frequentemente subestimado: o movimento. Antes das palavras, existe o gesto; antes da explicação, existe a exploração. O corpo é o primeiro território de aprendizagem. É através dele que a criança conhece o espaço, experimenta limites, desenvolve autonomia e constrói confiança.

Por sua vez, o segundo painel “Cuidar, educar e amar: o corpo como ferramenta de exploração”, aprofunda esta ideia, recordando que a aprendizagem acontece no encontro entre corpo, emoção e relação. A infância vive-se com as mãos, com o movimento, com a curiosidade e com o afeto. Cada experiência sensorial é, afinal, uma oportunidade de crescimento.

Mas refletir sobre a infância implica ir além da criança individual e olhar para a rede que a sustenta. Famílias, educadores, profissionais de saúde, escolas, associações e comunidade partilham responsabilidades e influências. Nenhum destes espaços pode existir isoladamente.

Ao longo dos anos, várias instituições têm demonstrado que o cuidado vai muito além da resposta clínica ou educativa tradicional.

A intervenção, destas instituições, recorda-nos algo essencial: o bem-estar infantil não depende apenas dos tratamentos ou das aprendizagens formais; depende também da capacidade de preservar a alegria, o vínculo emocional e a dignidade da experiência da criança, mesmo em contextos de doença e internamento. O humor, o brincar e a relação tornam-se, assim, ferramentas de cuidado.

Um exemplo marcante é o trabalho desenvolvido pela Operação Nariz Vermelho, que leva os chamados “Doutores Palhaços” aos hospitais portugueses, transformando corredores, enfermarias e momentos de fragilidade em espaços de encontro, riso e esperança.

Também projetos como a Nuvem Vitória reforçam esta visão integrada da infância, centrada na humanização, no acolhimento e na criação de redes de suporte para crianças e famílias. Através do trabalho desenvolvido junto de contextos de vulnerabilidade e saúde, estas iniciativas mostram que o cuidado acontece igualmente nos pequenos gestos: no tempo dedicado, na escuta ativa, na construção de ambientes seguros e na valorização das emoções.

A infância é também feita de sonhos, desejos, imaginação e descoberta. É precisamente, neste contexto que o trabalho da Make-A-Wish assume um significado especial. A instituição oferece momentos de felicidade, força emocional, esperança e a possibilidade de sonhar, reforçando a importância do afeta, da empatia e da solidariedade enquanto dimensões fundamentais do cuidado.

É precisamente essa visão que estará presente nos “Diálogos e compromissos com a Infância” e na mesa-redonda “Construindo redes de afeto, educação e saúde: uma jornada de conhecimento e afeto”.
O tema sugere uma ideia fundamental: educar não é um exercício solitário; é uma construção coletiva. E essa construção faz-se quando diferentes áreas se encontram – educação, saúde, intervenção social, comunicação e comunidade, para colocar a criança no centro.

Talvez um dos maiores desafios do nosso tempo seja este: recuperar a capacidade de criar espaços onde a infância possa acontecer com tempo, presença e humanidade. Espaços onde brincar não seja um intervalo, mas uma linguagem, onde o cuidado não seja apenas resposta às necessidades básicas, mas um gesto de reconhecimento, onde o afeto seja entendido como condição para aprender.
“Cuidar, Educar e Amar” não surge, assim, apenas como o título de um encontro. Surge como uma proposta ética e social. Um convite a repensar prioridades e a recordar que o modo como olhamos para as crianças revela, em grande medida, a sociedade que queremos construir.

Porque investir na infância não é apenas preparar cidadãos do futuro. É assumir, no presente, um compromisso com o desenvolvimento humano, com a dignidade e com o direito de cada criança crescer num ambiente de afeto, segurança e descoberta, independentemente da sua condição.

No centro desta reflexão permanece uma certeza simples e profundamente transformadora: toda a criança precisa de ser cuidada, educada e amada – e essa responsabilidade pertence a todos nós.

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